Alta umidade e temperaturas elevadas são propícias para incidência do míldio
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Combinação de chuvas e calor cria ambiente favorável para surgimento do míldio
Acervo/Seiva do Vale
O Míldio, uma doença fúngica que representa uma séria ameaça a cultura da videira, com potencial para causar perdas de até 100% na produção, se não for controlado. No Vale do São Francisco, o período de maior incidência do míldio vai de meados de novembro a abril/maio.
A doença manifesta-se em condições de alta umidade, chuvas frequentes e temperaturas amenas, na faixa de 15°C a 25°C, como o que está sendo observado neste primeiro trimestre na região. Especialistas alertam que a falta de circulação de ar dentro do cultivo é outro fator que pode contribuir significativamente para o problema. Além disso, o excesso de água no ambiente favorece diretamente o crescimento e a disseminação do fungo.
Para a região, o primeiro semestre é o período crítico, com a maior incidência observada de patógenos devido às chuvas mais intensas. Especialistas recomendam monitoramento constante e adoção de práticas de manejo que minimizem a umidade e garantam boa circulação de ar nas áreas de cultivo[1.1].
Sintomas e Impacto
Os sintomas característicos da presença do míldio incluem manchas amareladas na parte superior das folhas e um volume esbranquiçado, semelhante ao mofo, na parte inferior. Isso leva à necrose e queda de folhas, flores e até de frutos.
Mais gravemente, a presença do fungo pode comprometer também o ciclo seguinte da produção. Quando a infecção atinge não apenas folhas e cachos, mas também os ramos da planta, a safra subsequente fica seriamente comprometida, pois os ramos infectados prejudicam o desenvolvimento de novos ciclos. Esta situação gera um efeito cascata, ampliando as perdas para além da colheita em curso.